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Histórico

A utilização de recursos físicos na assistência à saúde iniciou-se no Brasil, por volta de 1879, trazendo características da “área de saúde” com a industrialização. Em 1929, o Dr. Waldo Rolim instalou o serviço de Fisioterapia do Instituto do Radium Arnaldo Vieira de Carvalho, que visava promover assistência a pacientes da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Em 1951, iniciou-se o primeiro curso para a formação de técnicos em Fisioterapia, que persistiu até 1958, com duração de dois anos no Hospital das Clínicas. Em 1959, alguns profissionais médicos associaram-se a órgãos internacionais, a fim de fundar o Instituto Nacional de Reabilitação, onde eram formados profissionais fisioterapeutas.

Apenas em 1963, foi publicado o Parecer 388/63 do Conselho Federal de Educação, um dos primeiros documentos oficiais que definem a ocupação de fisioterapeuta e os limites de seu trabalho e de sua atividade profissional. A regulamentação da profissão ocorreu no Brasil, por meio do Decreto-Lei número 938, de 13 de outubro de 1969, reconhecendo a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional como profissões de nível superior. A lei 6.316, de 17 de dezembro de 1975, sancionada pelo presidente da República, instituiu a criação dos conselhos profissionais, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) e os Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO). Posteriormente, foi criado o Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, estabelecido pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Atualmente, faz-se necessária a ação do fisioterapeuta, pois, ainda que o indivíduo não tenha patologia ou sequela, o aumento da sobrevida requer programas específicos de melhora da qualidade de vida na terceira idade, sem dor e com a maior independência possível em atividades diárias. Existe a tendência mundial em investir-se em bebês que tenham nascido prematuramente ou em condições de risco, com programa profilático e de reabilitação antes que apareça atraso motor, de linguagem ou dificuldade de aprendizagem. Para os indivíduos com sequelas que não tenham feito o processo de reabilitação adequado, não desenvolveram seu potencial de independência, mesmo que sua lesão seja crônica, a reabilitação é uma etapa fundamental na reintegração. À medida que a sociedade perceba que pessoas portadoras de deficiência podem ser produtivas após o processo de reabilitação, os conceitos de "normalidade" e de "eficiência" serão revistos e ampliados, além da condição física de cada ser humano.

 
     
     
   
     
 
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